Pular para o conteúdo principal

Cabocla Jurema e Caboclo Sete Flechas


 No coração da mata, entre o som do vento e o perfume das folhas, vivem duas forças que se completam: Caboclo Sete Flechas e Cabocla Jurema.

Ele é o guerreiro que carrega o arco da justiça, o guardião dos caminhos, o caçador de sombras que transforma dor em aprendizado.
Ela é a senhora da mata, a curandeira das almas, a voz suave que ensina o poder da terra, das ervas e do amor.
Sete Flechas não luta por vaidade, luta por equilíbrio.
Cada flecha que lança é um ensinamento, uma prece silenciosa que corta o mal e planta a fé.
Jurema, com suas mãos de luz, acolhe o cansaço dos que caem e devolve esperança aos que já não acreditam.
Eles caminham juntos porque o amor entre eles é mais do que humano é espiritual.
Um amor que nasceu do encontro da força com a sabedoria, do fogo com a água, da coragem com a compaixão.
Quando o Caboclo Sete Flechas ergue seu arco, a Cabocla Jurema sopra o vento que guia a flecha.
Quando Jurema canta, Sete Flechas silencia para ouvir o eco da cura.
E juntos, eles lembram a todos nós que a verdadeira vitória é viver em harmonia com o que se é, com o que se sente e com o que se planta.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

DICIONÁRIO YORUBÁ/PORTUGUÊS

DICIONÁRIO YORUBÁ/PORTUGUÊS

Pontos Riscados – Exemplos

Cada entidade possui sua assinatura espiritual, ponto riscado proprio, particular e unico, que a (o) identifica como parte de uma falange, sua identidade, suas vibrações, campos de atualização, que forças manipula com aquele médium – o enredo do mesmo – assim como as forças que disponibilizará/atuará naquela casa/terreiro/centro em que está se manifestando com o presente médium.

omi-torô

Água de ekó ou omi torô (água de preceito), é a água resultante do cozimento da canjica branca. Esta água é usada para diversos fins dentro do candomblé, seja qual for a nação, pois produz calmaria e propicia o equilíbrio das pessoas. É usada como um maravilhoso banho calmante, apaziguando orís em desequilíbrio. Entrando em quase todos os fundamentos de orixá. Tempera orôs resfriando-os e trazendo o asé. Afugenta ajés, traz a clareza e a brancura dos orixás fun-fun. RECEITA DE OMÍ TORÔ TRADICIONAL: Água da canjica Água de arroz (dormida no sereno de um dia pro outro) Água de mina 1 efun ralado 1 pitada de noz moscada ralada 1 acaçá dissolvido 1 bacia de ágata ou terrina de louça Além de um banho calmante e pacificador, serve como ajé de portão, sendo colocado do lado direito da porta de entrada do barracão, tranqüilizando a casa e os filhos de santo, e esfriando e despachando os ajés na porta. (Nota: preceito de 3 dias para quem toma esse banho: roupa de cor, carne, sexo e bebida ...