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Yewá, Yabá do mistério...







 Yewá, Yabá do mistério... Òrìsà encantada... a grande pensadora, senhora da sabedoria, a guardiã do conhecimento e tradutora universal dos signos que separam o Orun e o Aiyê, o masculino do feminino, o dia da noite, o quente do frio, o ordinário do belo... é o céu róseo do fim de tarde seduzindo a noite.Silêncio! Ela gosta do silêncio, aprecia a própria companhia e só relaxa quando confia plenamente... Yabá desconfiada, arisca, mística, senhora do transe, da esperança, dos sonhos, da fantasia, das artes, do belo, da música... ahhh Ela é a distinção entre o harmônico e o desafinado.... a magia que transforma o trivial em arte, em poesia! Ahhh Yewá... a moça séria que se dissipa em névoa, a serpente que fascina, Yabá que encanta. Hi Hó!

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omi-torô

Água de ekó ou omi torô (água de preceito), é a água resultante do cozimento da canjica branca. Esta água é usada para diversos fins dentro do candomblé, seja qual for a nação, pois produz calmaria e propicia o equilíbrio das pessoas. É usada como um maravilhoso banho calmante, apaziguando orís em desequilíbrio. Entrando em quase todos os fundamentos de orixá. Tempera orôs resfriando-os e trazendo o asé. Afugenta ajés, traz a clareza e a brancura dos orixás fun-fun. RECEITA DE OMÍ TORÔ TRADICIONAL: Água da canjica Água de arroz (dormida no sereno de um dia pro outro) Água de mina 1 efun ralado 1 pitada de noz moscada ralada 1 acaçá dissolvido 1 bacia de ágata ou terrina de louça Além de um banho calmante e pacificador, serve como ajé de portão, sendo colocado do lado direito da porta de entrada do barracão, tranqüilizando a casa e os filhos de santo, e esfriando e despachando os ajés na porta. (Nota: preceito de 3 dias para quem toma esse banho: roupa de cor, carne, sexo e bebida ...