Pular para o conteúdo principal

"Orí que nasceu para andar entre os reis e sem demora vai andar."


"Abençoe seu Orí todos os dias. Orí é sua divindade pessoal. Antes que você pense sobre Orixá, ser filho de X ou Y, e todas essas questões que muitas vezes tem a ver com o nosso orgulho, em parte, você precisa reconhecer que seu Orí é, provavelmente, o mais importante em tudo isso.
"Orí é o que permite que tudo aconteça antes da vida começar". Não importa quantas vezes você peça por algo, faça promessas, dê ebós. Se no fundo do seu coração (e o coração deve andar de mãos dadas com nosso Orí) você sente que não é digno daquilo, seu Orí não o concederá.

É complicado falarmos disso em uma cultura que foi direcionada para caçar culpados por coisas que não nos acontecem: nossos pais, o governo, as divindades (não retirando qualquer responsabilidade que caiba a esses agentes em suas devidas proporções) quando no fim das contas o que precisaríamos é aprender que somos tão capacitados para exercer o divino quanto tudo isso.

Porém, a que custo? O da responsabilidade. O famoso "resolva seu B.O.", é a conversa íntima que todos precisamos ter com nossos Orís todas as manhãs para perceber quais pedras nós mesmos estamos colocando no nosso caminho e quais caminhos tortuosos nós mesmos estamos escolhendo seguir.

Se somos capazes de fazer isso, também somos capazes de fazer o oposto. Quando rezamos "Meu Orí, faça coisas boas por mim", é disso que estamos falando.

Não há elo que una uma pessoa a (Ori)xá, que não seja seu próprio Orí, e pra isso, devemos fortalecê-lo, alimentá-lo, fortalecendo e alimentando a nós mesmos com pensamentos, palavras e atitudes para nós e o outro que nos sejam construtivas e positivas. Se você não dá sua dose de amor diária a si mesmo, por que o mundo faria isso por você?

"A cabeça de uma pessoa faz dela um rei."

Que seu Orí lute por você.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

DICIONÁRIO YORUBÁ/PORTUGUÊS

DICIONÁRIO YORUBÁ/PORTUGUÊS

Pontos Riscados – Exemplos

Cada entidade possui sua assinatura espiritual, ponto riscado proprio, particular e unico, que a (o) identifica como parte de uma falange, sua identidade, suas vibrações, campos de atualização, que forças manipula com aquele médium – o enredo do mesmo – assim como as forças que disponibilizará/atuará naquela casa/terreiro/centro em que está se manifestando com o presente médium.

omi-torô

Água de ekó ou omi torô (água de preceito), é a água resultante do cozimento da canjica branca. Esta água é usada para diversos fins dentro do candomblé, seja qual for a nação, pois produz calmaria e propicia o equilíbrio das pessoas. É usada como um maravilhoso banho calmante, apaziguando orís em desequilíbrio. Entrando em quase todos os fundamentos de orixá. Tempera orôs resfriando-os e trazendo o asé. Afugenta ajés, traz a clareza e a brancura dos orixás fun-fun. RECEITA DE OMÍ TORÔ TRADICIONAL: Água da canjica Água de arroz (dormida no sereno de um dia pro outro) Água de mina 1 efun ralado 1 pitada de noz moscada ralada 1 acaçá dissolvido 1 bacia de ágata ou terrina de louça Além de um banho calmante e pacificador, serve como ajé de portão, sendo colocado do lado direito da porta de entrada do barracão, tranqüilizando a casa e os filhos de santo, e esfriando e despachando os ajés na porta. (Nota: preceito de 3 dias para quem toma esse banho: roupa de cor, carne, sexo e bebida ...