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DE MALANDRAGEM EU ENTENDO NÃO FOI ATOA QUE ME NOMEARAM A RAINHA DA MALANGREM ♠♦♣🎲👑




Meu nome é Maria, Morena linda e carioca, nascida e criada nos morros do Rio de Janeiro
Minha mãe partiu muito cedo, meu pai tentou me usar, e pra não mata-lo fui viver com a minha vó, benzedeira e feiticeira ela me ensinou muitas coisas, EU NÃO ANDAVA SÓ!
Por ironía do destino, minha vó também se foi, e eu fui viver na rua, dominava os becos e vielas, conhecia todos, a rua me deu muitos amigos e inimigos também!
A noite era minha companheira, eu conhecia a favela como a palma da minha mão! Antes de sair de casa eu sempre fazia uma oração que minha vó me ensinou, para que os inimigos jamais me vissem!
Amiga de grande maioria, fui muito amiga das meninas da rua, nunca tive preconceito nenhum com ganha pão delas! Aliás preconceito eu nunca tive, era gente da gente!
Em uma noite de lua cheia, sentei na calçadae levei uma bebida para dividir com as minhas colegas, entre as idas e vindas delas nós conversavamos sobre a vida, algumas desabafavam comigo e contavam suas tristes histórias, eu também conpartilhava as minhas com elas...
Já era altas horas da madrugada quando uma delas foi jogada na rua, em prantos! Todas nós levamod um susto! Ela sangrava e estava machucada... A revolta tomou conta do meu ser, fui pra cima do homem, sim eu briguei com ele, nunca tive medo de ninguém!
Separaram a briga, eu sai com uns machucados mas aquilo pra mim não era nada, o maldito ainda me jurou de morte, mas não dei ouvidos! Salafrário, mereceu os murros que tomou!
Ainda permaneci ali com elas, bebi mais um pouco e decidi subir o morro, pois já era fim de noite, então me despedi e fui andando!
Estava muito bebada e não percebi que estava sendo seguida!
Ao passar em uma viela muito escura antes que eu pudesse pegar a navalha na cintura pra me defender eu fui atacada, foram várias facadas, e lá estava eu no chão, no meio da viela da favela, sem nem entender que eu já não fazia mais parte desse mundo!
Quem me matou foi traiçoeiro, não veio de frente, foi falso! ...
O sangue lavou o chão da favela, desceu as ruas e os moradores que saiam pra trabalhar logo cedo se assustaram! Quando chegaram pra tentar me ajudar já era tarde!
Eu permanecia olhando meu corpo, pensando em tudo que vivi, em tudo que sofri ....
A favela chorou, a malandragem chorou, A Malandra morreu!
Mas não acabou por ai, eu continuo a andar pelos becos e vielas, continuo a proteger aquelas que trabalham na noite, continuo a ser amiga de todos!
Maria Navalha, malandra do morro,
Maria pros conhecidos
Navalha pros amigos!

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