Pular para o conteúdo principal

Os guias querem união, não disputa.

Às vezes eu fico imaginando nossos guias e Orixás olhando pra gente lá de cima… e, sinceramente, acho que eles devem balançar a cabeça e dar aquele suspiro fundo.


Porque enquanto eles estão preocupados com caridade, com acolher quem chega machucado, com orientar quem está perdido, a gente está brigando por coisa pequena. Cor de vela, se pode ou não pode isso, se aquela vertente é “mais certa” que a outra, se tem que ter sincretismo ou não, se pode rezar Pai-Nosso, se a Umbanda tem Orixá ou não tem, se pode atabaque, se faz sacralização, se não faz… e a lista não acaba nunca.

Do ponto de vista dos guias, isso tudo deve parecer muito pequeno perto do que realmente importa. Preto Velho não pergunta a cor da vela antes de dar conselho. Caboclo não mede fé por vertente. Criança não deixa de trabalhar porque o ponto foi cantado diferente. Orixá não abandona filho porque o terreiro usa ou não usa atabaque.

Eles sabem que a Umbanda nasceu plural, diversa, misturada, viva. Cada casa tem sua raiz, seu fundamento, sua história e sua forma de trabalhar. E isso não deveria ser motivo de guerra, mas de aprendizado e respeito.

Quando um umbandista ataca o outro, quem perde não é a “outra vertente”. Quem perde é a própria Umbanda. Porque enquanto a gente se divide, o preconceito cresce, a intolerância ganha força e a caridade fica em segundo plano.

Os guias querem união, não disputa.

Querem mais mão estendida e menos dedo apontado. Querem mais silêncio pra ouvir o sagrado e menos barulho de ego querendo estar certo o tempo todo.

Umbanda não é sobre provar quem sabe mais, é sobre servir melhor. Não é sobre ganhar discussão na internet, é sobre ganhar consciência espiritual. No fim das contas, quando a gira fecha e a luz apaga, o que conta não é se você acendeu vela branca ou colorida… é se você saiu dali uma pessoa melhor do que entrou.

E, se a gente parasse um pouco pra ouvir mais nossos guias, talvez percebesse que eles já ensinaram tudo o que era essencial.

O resto… é vaidade humana tentando falar mais alto que a espiritualidade

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

omi-torô

Água de ekó ou omi torô (água de preceito), é a água resultante do cozimento da canjica branca. Esta água é usada para diversos fins dentro do candomblé, seja qual for a nação, pois produz calmaria e propicia o equilíbrio das pessoas. É usada como um maravilhoso banho calmante, apaziguando orís em desequilíbrio. Entrando em quase todos os fundamentos de orixá. Tempera orôs resfriando-os e trazendo o asé. Afugenta ajés, traz a clareza e a brancura dos orixás fun-fun. RECEITA DE OMÍ TORÔ TRADICIONAL: Água da canjica Água de arroz (dormida no sereno de um dia pro outro) Água de mina 1 efun ralado 1 pitada de noz moscada ralada 1 acaçá dissolvido 1 bacia de ágata ou terrina de louça Além de um banho calmante e pacificador, serve como ajé de portão, sendo colocado do lado direito da porta de entrada do barracão, tranqüilizando a casa e os filhos de santo, e esfriando e despachando os ajés na porta. (Nota: preceito de 3 dias para quem toma esse banho: roupa de cor, carne, sexo e bebida ...

Pontos Riscados – Exemplos

Cada entidade possui sua assinatura espiritual, ponto riscado proprio, particular e unico, que a (o) identifica como parte de uma falange, sua identidade, suas vibrações, campos de atualização, que forças manipula com aquele médium – o enredo do mesmo – assim como as forças que disponibilizará/atuará naquela casa/terreiro/centro em que está se manifestando com o presente médium.

Os elementos do zodiaco

Estes são o Fogo, a Terra, o Ar e a Água, e cada um de nós sintoniza-se em maior ou menor grau com algumas dessas ondas vibratórias.