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Nanã,


 Nanã, a deusa dos mistérios, é uma divindade de origem simultânea à criação do mundo, pois quando Odudua separou a água parada, que já existia, e libertou do “saco da criação” a terra, no ponto de contato desses dois elementos formou-se a lama dos pântanos, local onde se encontram os maiores fundamentos de Nanã. Senhora de muitos búzios, Nanã sintetiza em si morte, fecundidade e riqueza. O seu nome designa pessoas idosas e respeitáveis e significa “mãe”. Nanã é no entanto um orixá feminino de origem daomeana que foi incorporado há séculos pela mitologia iorubá

O seu elemento é a lama do fundo dos rios. Ela é a deusa dos pântanos, da morte (associada à terra, para onde somos levados após a morte) e da transcendência
Nanã teve vários filhos e todos diferentes:
Sapatá, trouxe o Isanbô , a epidemia e as doenças;
Oxumarê, a transformação, metade Okô e metade Dan;
Irôko, trouxe a velhice precoce;
Dankô, os nós do banbuzal;
Possun, a fera;
Ikú , a morte;
Ewá, a transformação ;
Ossaim , o feiticeiro das ervas ;
Onilé, a terra que espera e que guarda todas as coisas que são vivas e que um dia serão comidas por ele.
Nanã sentiu-se amargurada, pois todos os filhos que teve nasceram com dom, sabedoria e uma beleza rústica e ela não sabia compreender essa beleza, tinha pavor de todos eles.

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